Poemas #15 - O Andarilho Pecador.



" Andarilho na estrada, vendo o vai e vem dos carros,
  Correndo contra o tempo, lutando contra o relógio,
  Chegando perto do abismo do perdão, caindo,
  Esquecendo as memórias do passado, obscuras,
  Não lembrando do caminho de casa.

  Sentindo os ventos noturnos em sua pele,
  A forte briza enaltecedora, o frescor da liberdade,
  Um mundo sem trancas, opções ilimitadas,
  As feridas abertas, ferimentos de longos prazo,
  Cicatrizes eternas de um momento único, o dia de seu luto.

  A dor em seu peito vazio, cheio de um grande nada,
  Aonde deveria existir um coração, inexistente, opaco,
  Doendo a cada passo, olhando agora, a lua acima de si,
  Rezando para que o seu sofrimento acabe, finalmente
  Após sua longa missão, a busca pela infelicidade de suas ações.

  Rostos parecidos com o dela, os cabelos sedosos iguais
  Sombras idênticas ao de seu herdeiro, apagadas por teu erro,
  Um homem sem futuro, apenas com seu passado tenro,
  Regressando cada dia mais, a um ser que deseja apenas algo,
  Um milagre, e por isso ele reza, mesmo descrente e herege,
  Pelas almas que ele próprio, em seu desgraça, condenou ao céu."

  Autor: Leonardo Akashiya.
 







 

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