" Andarilho na estrada, vendo o vai e vem dos carros,
Correndo contra o tempo, lutando contra o relógio,
Chegando perto do abismo do perdão, caindo,
Esquecendo as memórias do passado, obscuras,
Não lembrando do caminho de casa.
Sentindo os ventos noturnos em sua pele,
A forte briza enaltecedora, o frescor da liberdade,
Um mundo sem trancas, opções ilimitadas,
As feridas abertas, ferimentos de longos prazo,
Cicatrizes eternas de um momento único, o dia de seu luto.
A dor em seu peito vazio, cheio de um grande nada,
Aonde deveria existir um coração, inexistente, opaco,
Doendo a cada passo, olhando agora, a lua acima de si,
Rezando para que o seu sofrimento acabe, finalmente
Após sua longa missão, a busca pela infelicidade de suas ações.
Rostos parecidos com o dela, os cabelos sedosos iguais
Sombras idênticas ao de seu herdeiro, apagadas por teu erro,
Um homem sem futuro, apenas com seu passado tenro,
Regressando cada dia mais, a um ser que deseja apenas algo,
Um milagre, e por isso ele reza, mesmo descrente e herege,
Pelas almas que ele próprio, em seu desgraça, condenou ao céu."
Autor: Leonardo Akashiya.

Comentários
Postar um comentário