"Luzes, claras e ofuscantes, sugerindo paz,
Cegam as hipotéticas, imundas, e falhadas ideologias humanas,
Com suas correntes benevolentes, brancas emplumadas,
Juntas as demais características angelicais, celestiais,
Nos trazem o guia do livre arbítrio, o velho livro pagão,
Nossos direitos, apenas crer... Sem provas, apenas a fé.
Trevas, um momento de maldade, certo pudor,
Um anjo caído, o pecado maleável do questionamento,
A crença oposta de um semelhante, o ódio de um ser antes adorado,
Tentações, delírios, cobiças, desejos, e sonhos em forma de pactos,
Nomes diferentes para nomear o anjo obscuro, a profanação, o mau,
Sem conhecimento, desinformação, falta de intelecto, crendo em falsos hereges,
O julgamento da idade das trevas, os séculos em que não nos desenvolvemos...
A humanidade serena, plena, envolta de palavras vazias
O século 21 em um novo formato, a seita do paganismo,
Flertando com novas religiões, nascentes de versantes já existentes,
Cheias de hipocrisias mal formuladas, e sem nexo,
Misturadas a antigas mentiras já concretizadas, planejadas,
E adeptas a atualidade, bruta como ferro, leve como vento,
Mas poderosas como mitos, o Deus forte todo poderoso.
Dúvidas nos assombram, gênios e filósofos cheios de perguntas,
Nada de respostas, apenas teorias, vazias em seu fundo,
Astrônomos e físicos, renomados, formados e com incógnitas,
Ninguém, nem mesmo o mais esperto, jamais, nunca,
Saberá da verdade, que foi encoberta por milhões de anos,
Da nossa origem... De onde viemos? Para onde iremos? Quem nos criou?
Quem é esse ser, chamado miseravelmente de Humano?"
Autor: Leonardo Akashiya

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