"Ruínas decadentes, plantas necrosadas, carvalhos sem vida,
Poeiras, e ácaros tampando os poros deste templo, as escadas quebradas, o cheiro encardido...
Aquele odor de desespero, da dor, mortes dolorosas, o mal enraizado nas paredes,
Ressuscitando a cada gota vermelha do líquido humano mais precioso,
Precisando ser destruído algum dia, por mãos de piedade,
Necessitando ser erradicado, alvejado, queimado,
As vezes, é necessário entender a guerra pessoal de cada um,
Com as pitadas de verdade, cheio de coberturas amargas,
Um passado sem escolhas, feito de outras pessoas,
Trazendo um macabro pesadelo, frio e escuro,
Moldado por espadas, facas, e baionetas enferrujadas pelo tempo,
Lágrimas sensatas de verdadeiros guerreiros, mestres das trevas,
A cada valsa, longos períodos de séculos, dormentes e inatos,
Novos convidados são eleitos dignos, aptos,tentados,
Presas frescas, para de deleitar neste banquete dos ancestrais,
Cruel destino, mas um justificável sacrifício a este lindo palácio,
Nosso magnífico castelo sobrevivente, cheio de vítimas mortais,
Nutrindo as veias desta residência, com suas veias, artérias, órgãos, ossos...
E sangue, envolto de uma mentira milenar, a crença do dança eterna,
O ditado escrito em linhas inversas, polidas com descendentes modernos,
Fazendo justiça para nós, mesmo com seres tão imundos, subjugados,
Vivendo no escuro, no subsolo desta enorme residência esquecida por imortais,
O lado oculto desse poema, nunca dito em livros, ou lendas, até na mitologia,
Demônios também choram."
Autor: Leonardo Akashiya
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