Jornalismo com a Nawaly #01 - O Fim de uma História.

O fim de uma história

O Museu Nacional, vinculado á Universidade Federal do Rio de Janeiro, era a mais antiga instituição científica do Brasil. Criado por D.João VI em 06 de Junho de 1818. As cinzas do Museu Nacional, consumido pelas chamas são mais do que restos de fósseis, cerâmicas e espécimes raros, de seu acervo mais de 20 milhões de itens. Tudo ficou com as respostas de perguntas que ainda não haviam sido respondidas ou sequer feitas. E pode ter calado para sempre, palavras contos indígenas e ancestrais de línguas que não existem mais no mundo.

Segundo divulgou a corporação, o prédio bicentenário não atendia aos requisitos básicos de segurança,como a presença de extintores, caixas de incêndio, iluminação, saídas de emergência e portas corta-fogo. A informação da falta de estrutura necessária para prevenção e combate a incêndio já havia sido confirmada pela direção do museu. Segundo os bombeiros, o prédio que é tombado, não tinha chamado certificado de aprovação da corporação, que determina se o local está ou não regular no que diz respeito a legislação de segurança contra incêndio e pânico.



Peças do acervo perdidas

Luzia

- Entre os itens destruídos pelo fogo, está uma das principais atrações do museu: O fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil, batizado de Luzia.
Descoberto em 1974 pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire, em Minas Gerais, teria 11.300 anos.


Sala dos dinossauros

- Um dos grandes destaques da coleção de paleontogia é o esqueleto Maxakalisaurus topai, o primeiro dinossauro de grande porte a ser montado no Brasil. A ossada também foi encontrada em Minas Gerais.
Após um ataque de cupins na base de sustentação, em 2017, o Maxakalisaurus topai foi desmontado e guardado em caixas em um canto da sala de dinossauros, que foi fechada. O espaço foi reaberto em julho deste ano, após uma campanha de financiamento coletivo na internet.


 

Meteorito Bendegó

- A coleção conta ainda com o meteorito Bendegó, encontrado em Monte Santo, na Bahia, em 1794. Com 5.260 kg, a peça está na instituição desde 1888.
Por se tratar de um objeto metálico pesado, pode ser um dos poucos itens do museu que tenha sobrevivido às chamas.

Caixão de Sha Amun en su

Com mais de 700 peças, a coleção de arqueologia egípcia do Museu Nacional é considerada a maior da América Latina e a mais antiga do continente - com múmias e sarcófagos.
O caixão de Sha Amun en su é uma das atrações mais populares da seção. Trata-se de um presente que Dom Pedro 2º recebeu, em 1876, em sua segunda visita ao Egito.

Trono de Daomé

Outra raridade do acervo é o trono do rei africano Adandozan (1718-1818), doado pelos embaixadores do rei ao príncipe regente Dom João 6º, em 1811.

 Coleção de arqueologia clássica

Uma das coleções mais valiosas do museu é a de arqueologia clássica, composta por 750 peças das civilizações grega, romana e etrusca.
Devido ao tamanho e ao valor, foi considerada o maior do gênero na América Latina.

 Artefatos de civilizações ameríndias

O acervo de etnologia tinha artefatos da cultura indígena, como objetos raros do povo Tikuna, e afro-brasileira, além de itens de culturas do Pacífico. Havia pelo menos 1.800 artefatos de civilizações ameríndias da era pré-colombiana.
Segundo a historiadora Heloísa Bertol Domingues, o museu foi concebido nos moldes de instituições europeias. Na época da inauguração, quando o local ainda se chamava "Museu Real", Dom Pedro 1º escreveu que o objetivo era "propagar os conhecimentos e estudos das ciências naturais no Reino do Brasil".

Local: Rio de Janeiro-Museu Nacional.
Lugar calmo, recebia a visita de muitas pessoas todos os dias, em especial, professores e alunos .
Estímulo: Artefatos de época, que chamam a atenção de pessoas de todas as idades.

Condicionamento instrumental: Reconstrução do museu.

Autora: Nawaly

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